terça-feira, setembro 30, 2008

Movimento Estudantil independente e partidos políticos




Um segmento grande e crescente no movimento tem reivindicado a caracterização “independente”, que se constitui em um contraponto à caracterização “partidária”. No entanto, em vários casos parece existir certa confusão na compreensão do que é ser um coletivo ou um militante independente. Ser independente, freqüentemente, é compreendido como não ser filiado a nenhum partido, e em alguns casos extremos parece ser compreendido como ser anti-partidário. Talvez não deva ser de impressionar muito o fato de o senso comum estar cada vez mais contra a atuação dos partidos na organização das massas, sob justificativas como oportunismo e “politicagem”. Dentro do pensamento de esquerda brasileiro, há grande consenso de que vivemos um momento de refluxo nas lutas sociais, com forte prejuízo da consciência de classe e da necessidade de organização popular. Isto se reflete na rejeição crescente aos partidos cuja estratégia é atuar junto aos diferentes tipos de movimentos sociais, como por exemplo o movimento estudantil. Porém, se não devemos nos impressionar com a rejeição aos partidos políticos pelo cidadão comum, o crescimento deste anti-partidarismo entre os militantes do movimento estudantil é motivo de preocupação. Parece haver uma compreensão equivocada do que seja um partido e qual o papel político que ele deve desempenhar.
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Entre várias pessoas, inclusive militantes independentes, é comum o sentimento de desconfiança em relação a pessoas com filiação partidária. Existe a sensação de que o único interesse destas pessoas é lutar pelas posições do partido e usar as entidades e espaços políticos para promover suas legendas. Este sentimento é alimentado por várias práticas questionáveis usadas com freqüência pelos partidos. Tais práticas incluem levantar bandeiras do partido em uma manifestação, mesmo que seja acordado não fazê-lo; mobilizar militantes afastados para ganhar votações em reuniões de CA, DCE, etc; assinar convocatórias e fóruns sem contribuir efetivamente nos trabalhos organizativos, e depois propagandear que estão construindo a luta nestes espaços, entre outros. Porém, atribuir este tipo de comportamento apenas aos partidos políticos é um equívoco. É próprio da disputa na arena política fazer uso de meios desleais, principalmente quando há forte polarização. Inclusive, os setores politicamente e economicamente dominantes da sociedade, como a indústria e o agronegócio, possuem um amplo repertório de subterfúgios para manter sua hegemonia, porém a resistência que o senso comum lhes impõem é mínima. Devemos sim fazer a crítica ao papel que os partidos desempenham, mas é preciso tomar muito cuidado nesta crítica para não ir além dos limites do preconceito, principalmente diante da campanha da grande mídia.
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Na base do sentimento anti-partidarista está uma compreensão equivocada do papel que o partido político desempenha. Um partido pode ser definido como um agrupamento de pessoas, de diferentes segmentos e classes, que compartilham um projeto de sociedade e uma estratégia para atingi-lo. Os partidos de esquerda normalmente apostam na estratégia da organização das massas para adquirir uma consciência de classe que viabilize uma revolução socialista. Portanto, seria de se esperar que estas pessoas atuassem de acordo com a formulação dos seus partidos. Porém, muita gente fica surpresa ao ver militantes de diferentes lugares do país, filiados a alguma legenda, atuando de forma semelhante, como se fosse combinado. Não se trata de conspiração, é natural que eles hajam desta forma, assim como é natural que militantes de um coletivo autônomo defendam a posição do seu coletivo nestes mesmos espaços. Cada um é partidário do que acredita, a crítica aos partidos políticos não deve partir daí.
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Para além da crítica à atuação dos partidos políticos, é fundamental que fique claro qual o papel deles para o Movimento Estudantil. Além disso, e talvez mais importante, enquanto o movimento estudantil possui um caráter altamente dinâmico e instável pela transitoriedade dos seus militantes, o partido é perene, podendo prestar um auxílio fundamental na continuidade das lutas estudantis.
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Diante destas reflexões, talvez seja ingenuidade considerar que o Movimento Estudantil deva se livrar dos partidos políticos, que os CAs DCEs, e executivas de curso não devam ser constituídos por estudantes filiados a alguma legenda. Evidentemente não devemos nos furtar de fazer as devidas críticas, e que sejam muitas, mas que sejam fundamentadas no diálogo e em argumentos sólidos, e não em convicções preconceituosas. A mídia comercial já faz muito bem o papel de perseguição aos movimentos sociais e partidos de esquerda. O Movimento Estudantil deve ser parceiro, e cobrar a parceria dos partidos. Uma parceria de luta, rumo à organização popular.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Diálogos Acadêmicos
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Um "presentinho" do Movimento Instinto Coletivo ao Professor Marcelo Hermes Lima, do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília.
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Brasília, madrugada de 26/09/2008 (quinta-feira), apuração dos votos do segundo turno da eleição para reitor da UnB.
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Rafael Ayan: Olha aí Danilovsky quem chegou!
Danilo Silvestre: é, o Marcelo Hermes.
Rafael Ayan: tu viu a resposta que eu deixei pra ele no blog dele sobre as piadinhas sem graça que ele faz do MST?
Danilo Silvestre: não! o que foi?
Rafael Ayan: depois tu vê lá. Mas aí, tive uma idéia. Sabe quem tem uma bandeira do MST?
Danilo Silvestre: acho que o Raoni Japiassu tem uma na casa dele.
Rafael Ayan: vamos lá. No caminho te explico.
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passado algum tempo...
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Rafael Ayan: oi professor Marcelo. tudo bem?
MHL: oi Rafael. Depois precisamos conversar sobre o lance do MST.
Rafael Ayan: claro que sim professor. Mas agora tire uma foto aí nesse processo tão importante pra UnB.
MHL: claro, tira aí.
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Olha o passarinhoooo...click!
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Sorriso na cara e, maliciosamente, Danilo estende a bandeira do MST atrás de MHL. Essa é a história resumida dessa foto.
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Brincadeiras a parte, Professor MHL, o Movimento Instinto Coletivo posiciona-se ao lado dos movimentos sociais, dentre eles o MST, e mantém por este coletivo um profundo respeito ao seu modo de organização e pauta de reivindicação. Por esse motivo, procure conhecer um pouco melhor o MST e sair das reportagens imbecis que saem na mídia corporativa. Esperamos que o senhor realmente realize essa tarefa. Afinal, não é objetivo de qualquer pesquisador a experimentação?
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Movimento Instinto Coletivo: em rede com os movimentos sociais!

terça-feira, setembro 23, 2008

Instinto Coletivo recomenda o voto na Chapa 76
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Nós do Movimento Instinto Coletivo, grupo de estudantes independentes, vimos à comunidade universitária declarar nosso apoio crítico à "Chapa 76 – UnB século XXI" no segundo turno das eleições para Reitor na Universidade de Brasília. Reafirmamos que muitas das pautas que defendemos não estão contempladas nesta candidatura, em especial o debate das Fundações de direito privado e o REUNI, motivo pelo qual apoiamos a candidatura da “Chapa 74 – A UnB que nós queremos” no primeiro turno.
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Como é sabido, ocupamos a Reitoria da UnB em abril deste ano, depois de constantes escândalos ocorridos na Universidade. As denúncias de corrupção envolveram grande parte corpo administrativo como reitor, vice-reitor e decanos, que foram destituídos de seus cargos por meio da luta estudantil! Não podemos esquecer que as denúncias de peculato e formação de quadrilha apresentadas pelo Ministério Público são da época em que Márcio Pimentel (atual candidato à Reitor pela Chapa 73) era Decano de Pesquisa e Pós-Graduação do professor Thimothy Muholland.
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Em resposta à chapa 73, dizemos claramente que não ocupamos a Reitoria para devolver a UnB nas mãos de um grupo tirano e incompetente que há mais de 16 anos mantêm uma gestão baseada no favorecimento pessoal, associada a uma política nefasta de esvaziamento dos espaços democráticos e deliberativos da universidade.
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Acreditamos que o grupo ligado à Chapa 76, embora com direcionamentos diferentes dos que defendemos, tenha mais capilaridade para dialogar com a comunidade acadêmica e estabelecer uma ruptura com todo o clientelismo e continuísmo thimothysta identificado na Chapa 73.
Chamamos todos os estudantes, técnicos-administrativos e professores a participar deste processo eleitoral, entendendo que eleger o professor Márcio Pimentel é retomar um período marcado por denúncias de corrupção e carguismo na Universidade de Brasília.
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CONTRA A CORRUPÇÃO NA UnB, VOTE 76!
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Movimento Instinto Coletivo
www.instintocoletivounb.blogspot.com
instintocoletivounb@gmail.com

terça-feira, setembro 16, 2008

Instinto Coletivo apóia a Chapa 74 – A UnB que nós queremos!
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Brasílilia, 16 de setembro de 2008.
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Pergunta de pesquisa: Você sabe por quê a UnB vai ter eleições para a Reitoria em setembro de 2008?
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Em 03 de abril de 2008, os estudantes da UnB ocuparam a Reitoria da universidade exigindo a saída de toda a Administração nefasta simbolizada por Timothy Mulholland. O ex-reitor decorou seu apartamento funcional com mais de R$ 470.000,00 advindos da FINATEC, desviou recursos da saúde indígena, dentre outras acusações que vão de peculato à formação de quadrilha. Diante disso, conseguimos derrubar toda a Administração da UnB e uma reitoria pro tempore foi eleita no CONSUNI (Conselho Universitário) para acabar com a crise e chamar um novo processo eleitoral e resolver o problema em no máximo 180 dias.

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Sendo assim, uma grande preocupação desse grupo é a de que setores conservadores, que estão representados em algumas chapas nessa eleição, voltem ao poder com a legitimidade do voto, ainda que não seja a paridade que queremos. Isso porque o Movimento Estudantil da UnB levou um golpe no CONSUNI, que aprovou a Paridade Potencial, onde todos os estudantes tem que votar para chegar ao peso de um terço. No entanto, registramos um avanço, uma vez que os docentes não tem mais os 70% do peso dos votos e os técnico-administrativos, por sua vez, também aumentaram o seu percentual. Sendo assim, conclamamos todos os estudantes a irem às urnas dias 17 e 18 de setembro de 2008 para escolherem a gestão que vai representá-los nos próximos 4 anos.
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A “Chapa 74 – A UnB que nós queremos” certamente tem o programa que mais se assemelha com o que defendemos para a universidade. Somos contra as fundações ditas de apoio, favoráveis ao Congresso Estatuinte Paritário, à Ocupação da Reitoria, à integração do saber formal com o saber popular, pela autonomia dos movimentos sociais e contra todas as opressões (gênero, raça etc.). Diante disso, não é nenhum nome que conseguirá realizar esse feito sozinho, mas a comunidade acadêmica da UnB, pelo voto, e fora dela, pela pressão popular. Nesse sentido, é a base de apoio da “Chapa 74 – A UnB que nós queremos”, pautando-se pela horizontalidade desde agora, que canalizará todos os esforços para uma gestão democrática de fato.
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Acreditamos que um Conselho Comunitário deve ter poder deliberativo e ampla participação da sociedade, vista infelizmente somente como objeto e nunca como sujeito do processo histórico. Lamentamos que esse processo eleitoral ocorra com várias candidaturas, algumas propositais, que só fortalecem as chapas ligadas ao fisiologismo e corrupção que acabaram com a nossa universidade.
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Portanto, deixamos registrado o nosso apoio à “Chapa 74 – A UnB que nós queremos”, chamando toda a comunidade acadêmica, especialmente os estudantes, que tomem parte nesse processo. Mais que isso, esperamos que sua sede de melhoras por mudanças na universidade não se limite ao voto, mas passe pela extensão, iniciação científica, PET, grupos de estudo, Centro Acadêmico, DCE e sobretudo pela emancipação e autonomia dos movimentos sociais que estão alijados da educação formal, qualquer que seja sua etapa ou modalidade. O motivo de termos eleições hoje é justamente a mobilização que fez cair toda a burocracia corrupta da universidade, pois senão estaríamos confortáveis em nossas aulas enquanto a malversação do dinheiro público continuaria a alimentar os balcões de negócios instalados pelas fundações. Lutemos, acima de votar, lutemos!
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segunda-feira, setembro 01, 2008

Reunião de Formulação do Movimento Instinto Coletivo


O Movimento Instinto Coletivo convida a comunidade acadêmica, bem como interessados(as) na construção de uma UnB democrática, a participar de sua próxima reunião de formulação:



Data: 06/09/2008 (sábado)
Horário: 09h45
Local: Faculdade de Educação 5, hall (em frente ao Auditório Dois Candangos)
Convidada: Prof. Marisa vonn Bülow, Vice-diretora do IPOL (delegada estudantil última estatuinte da UnB) - A CONFIRMAR!

Estatuto UnB: http://www.unb.br/unb/estatuto.php

Regimento Geral UnB: http://www.unb.br/unb/regim_geral.php

Estatuto FUB: http://www.unb.br/administracao/fub/estatuto.php

Lei que criou a FUB: http://www.unb.br/administracao/fub/lei.php

Decreto que instituiu a FUB: http://www.unb.br/administracao/fub/decreto.php


Convite aberto para todas as pessoas que quiserem discutir os estatutos, independente de qual posição política ou ausência desta tenham. Favor avisar pelas listas de e-mail, Orkut, telefone, boca-a-boca etc.


informações:

instintocoletivounb@yahoo.com.br


Compareça!!!


sexta-feira, fevereiro 22, 2008


Tá um pouco atrasado a divulgação. Mas ainda vale a pena:


quinta-feira, setembro 13, 2007


Bem-vindo ao Mc Timothy!!!





Na última reunião do CAD (Conselho de Administração) da UnB, um dos pontos discutidos foi o aumento do preço do Restaurante Universitário, o RU. Ora, para fazermos um debate mais qualificado sobre esse assunto, vamos a alguns números retirados do Relatório de Auto-avaliação institucional da UnB (agosto/2006):
Participação dos alunos no Programa de Bolsa Alimentação da UnB no período de 2002 a 2005:





ANO
BAIXA RENDA I
BAIXA RENDA II
TOTAL DE PARTICIPANTES
N.º ALUNOS REGULARES
% ALUNOS PARTICIPANTES/ALUNOS REGULARES
2002
3.117
1.254
4.371
49.363
8,85
2003
3.406
1.371
4.777
51.273
9,32
2004
3.571
1.467
5.038
49.753
10,13
2005
3.651
1.668
5.319
50.447
10,54



Assim, para quem vê a tabela a princípio, percebe que houve um aumento de 1,69% no número de estudantes participantes (grupos I e II) sobre o número de alunos regulares da universidade – 948 bolsas a mais. Entretanto, o número de estudantes da UnB cresceu bem mais, de 49.363 para 50.447, um aumento de 2,15%. Isso para fazer uma avaliação estritamente técnica. Se começarmos a pensar que a partir de 2004 a universidade começou a receber um maior número de estudantes de baixa renda devido ao sistema de cotas, veremos que os(as) estudantes estão muito mais abandonados(as) do que imaginamos.
Comparando o preço do RU da UnB com outras universidades brasileiras, veremos como a situação é vexatória. Para essa pesquisa, considerou-se o preço válido para estudantes não carentes, o maior entre os estudantes. UFPR (R$ 1,30); UFS (R$ 1,00); UFMG (R$ 2,50); UFC (R$ 1,10), UECE (R$ 0,80); USP (R$ 1,90); UFES (R$ 1,50); UFF (R$ 0,70); UEFS (R$ 1,00 com inauguração em out/07); UFPA (R$ 1,00); UFRPA (GRATUITO); UFJF (R$ 1,40); UFG (R$ 2,50); UFMT (R$ 1,00); UFAM (R$1,20 e café R$ 0,30). Já na UnB, querem aumentar para R$ 6,00 para o grupo III (isso mesmo, seis reais), ou seja, o maior preço vai aumentar ainda mais. Isso sob a justificativa de que o grupo III não precisa do preço a R$ 2,50 para se manter na universidade.
Porém, o que a reitoria não fala é que o RU tem vários problemas. Reportagem do CACOM de 2006 informou que havia pombos mortos dentro do refeitório. Outra reportagem, dessa vez da ACS/UnB de 08/03/2007 relatou que a economia com a caldeira elétrica do RU soma R$ 40.000,00 mensais. O CESPE, uma fundação privada que subsidia o RU, com toda a queda de faturamento continua a ter lucros milionários. Contando com todo esse quadro, pra não falar de outros agravantes, a reitoria insiste no aumento apresentando números duvidosos que só tem um único intuito: forçar uma privatização do restaurante, como a proposta de terceirização que foi apresentada nessa mesma reunião do CAD.
Existe um grupo de trabalho que foi constituído depois da reunião do CAD, do qual participam o DCE mais 3 estudantes, SINTFUB e docentes. A reitoria diz que, atualmente, o preço de cada refeição no RU custa R$ 10,75. Com a terceirização, passaria a R$ 12,90. Quem paga a conta? O grupo III e até mesmo a comunidade em geral, que também terá o preço de sua refeição aumentada. Para o preço da refeição do RU chegar a R$ 10,75 só pode existir duas explicações: superfaturamento ou incompetência administrativa. Por quê em outros locais, com muito menos recursos, se consegue ter uma refeição de qualidade e barata, enquanto num restaurante subsidiado por fundação e que faz milhares de refeições diariamente a lógica se inverte? Por R$ 10,75, o MC Donald´s, uma empresa capitalista que tem compromisso unicamente com o lucro e vender em massa, faz uma MC Oferta com hambúrguer, refrigerante e batatas fritas. Um convite à lanchonete? Não, um chamado à luta! A UnB não pode usar o RU para ter lucro.
O Instinto Coletivo se posiciona totalmente contra o aumento do preço do RU para o Grupo III. Pelo contrário, somos favoráveis que o preço abaixe como uma flexibilização de nossa tática para conseguirmos a gratuidade, a exemplo do que ocorre em outras universidades. Não podemos deixar que colegas de universidade sejam penalizados(as) por argumentos inconsistentes da administração da universidade. Por isso, convocamos todos(as) estudantes a somarmos força para uma unificação da luta conjunta contra o aumento do preço do Restaurante Universitário, a favor de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, que respeite a assistência estudantil. Estudante não tem que bancar universidade, os impostos que tem esse papel. Não é possível que a reitoria não tenha aprendido nada com os vários casos relacionados à sua inadimplência com os(as) estudantes de baixa renda da universidade. Lutemos contra a privatização do RU.

Promoção: de R$ 10,75 por apenas R$ 6,00.

Participe das mobilizações. Entre em contato conosco!!!

instintocoletivounb@yahoo.com.br

quinta-feira, setembro 06, 2007


fonte: MST
No Dia da Independência, excluídos do DF denunciam Brasil colônia



Manifestantes vão à Esplanada dos Ministérios para reivindicar participação no destino do país


No 7 de setembro, dia em que se comemora a independência do Brasil, cerca de 3 mil pessoas de movimentos sociais, pastorais e comunidades participam em Brasília do 13º Grito dos Excluídos, na Esplanada dos Ministérios, a partir das 8:30h. O ato acontece paralelamente ao desfile cívico militar.
Com o lema "Isto não Vale: Queremos Participação no Destino da Nação", o Grito dos Excluídos deste ano denuncia que a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, realizada em processo fraudulento durante o governo FHC, em 1997, representou um atentado à soberania nacional, e reivindica a retomada da mineradora. “A venda da Vale foi uma fraude histórica que não pode ficar impune. A Vale é do povo, e só a mobilização popular é que pode garantir que a Justiça reverta essa privatização ilegítima. Nosso grito é pela autonomia do nosso país, por sua independência real”, afirma Marina dos Santos, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Brasília.
Em consonância com o protesto contra a venda da Companhia Vale do Rio Doce, o Grito dos Excluídos realiza desde o dia 1 um plebiscito sobre a nulidade do leilão da empresa. No Distrito Federal, existem 150 urnas localizadas no plano piloto e cidades-satélites. O plebiscito também faz uma consulta sobre outros três temas: Reforma da Previdência, pagamento dos juros da dívida e o preço abusivo da energia elétrica – temas também relacionados à questão da soberania. Uma quinta pergunta foi incluída em algumas comunidades. Em Planaltina de Goiás, por exemplo, a população também está opinando sobre o monopólio do transporte coletivo na região.


Pré-grito no DF

Desde o início do ano, várias atividades de formação aconteceram nas comunidades a fim de informar as pessoas sobre as quatro questões do plebiscito. Além disso, no último fim-de-semana, ocorreram manifestações nas cidades-satélites, como preparação para o Grito do dia 7.
Em Santa Maria, Varjão, Planaltina, Ceilândia e Recanto das Emas, os moradores discutiram os problemas específicos das comunidades, o tema nacional do Grito deste ano e recolheram votos para o plebiscito. Apresentações culturais como teatro, capoeira e escola de samba animaram os moradores.
Com as atividades prévias e a articulação nacional em torno do plebiscito, o Grito espera que o número de participantes supere o de 2006, quando mais de um milhão de excluídos e excluídas foram às ruas do país para questionar o significado de nossa independência. As manifestações estão previstas para acontecer em mais de mil cidades no Brasil e o maior ato deve acontecer no município de Aparecida, em São Paulo, onde se reuniram 100 mil pessoas no ano passado.
Participam do Grito dos/as Excluídos/as do DF e entorno o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Ba
rragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Movimento Passe-Livre (MPL), Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), Movimento Estudantil, Pastoral da Juventude do Brasil (PJB), Cáritas, Intervozes, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conlutas e Intersindical.

A Campanha "A Vale é nossa" produziu um documentário sobre o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, que está dividido em três partes e disponível na internet nos seguintes endereços:
http://br.youtube.com/watch?v
=qBEK1Wup0dw
Mais informações sobre a campanha no site http://www.avaleenossa.com.br/
Informações à imprensa:
Sílvia: 8114-0434
Maria: 84646176

terça-feira, agosto 21, 2007



O documentário "A UNE somos nós?" narra os principais acontecimentos do 50º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), ocorrido dos dias 04 a 08 de julho em Brasília. O evento teve a participação de cerca de 8.000 pessoas, quase metade com poder de voto - delegado(a). A produção de Danilo Silvestre (estudante de Ciência Política da UnB e formado em Publicidade e Propaganda pelo IESB) e Danillo Ferreira (estudante de Publicidade da Faculdade JK e membro da comissão gestora da ENECOS/Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social) está em formato DVD e já se encontra disponível para venda. A obra é independente e contou com o apoio da UnBTV, Rádio Ralacoco e Faculdade JK.


No filme são abordados temas de grande relevância para o movimento estudantil nacional, como a representatividade da própria UNE. A CONLUTE (Coordenação Nacional de Lutas dos Estudantes), que não reconhece o Congresso, aparece no vídeo com o estudante de Biblioteconomia da UnB Serginho, bem como a FOE/UNE (Frente de Oposição de Esquerda da UNE) na pessoa do estudante Antonio David, à época Diretor da Entidade. Além destes há falas do Senador Cristovam Buarque (PDT - DF), Deputado Chico Alencar (PSOL - RJ), Heloísa Helena (Presidente Nacional do PSOL) e Deputada Manuela D´Ávila (PC do B - RS). Há também o depoimento de estudantes das várias correntes do Movimento Estudantil, como UJS (União da Juventude Socialista, a juventude do PC do B), Reconquistar a UNE (juventude da AE/Articulação de Esquerda do PT), Movimento Mudança (juventude da corrente Mais PT), Kizomba (juventude da DS/Democracia Socialista do PT), Juventude Democrata (ex-PFL) e muitos outros.


Um dos pontos fortes do vídeo é a despolitização pela qual passa a maioria de delegados(as). Algumas pessoas não conseguem lembrar em qual proposta acabaram de votar e outras não tem medo de se apresentar completamente embriagadas. O saldo do Congresso é uma votação em que todo mundo já sabia os ganhadores e perdedores, tamanho é o sistema viciado em que se encontra hoje a UNE. O final ainda tem um extra criticando a parceria da UNE com a Globo para a produção de Memorial sobre o Movimento Estudantil - imperdível.


Para quem quiser assistir ao vídeo, entre em contato com os produtores através de e-mail.


Serviço:

Documentário "A UNE somos nós?"

Tempo: 41 minutos

Produtores: Danilo Silvestre e Danillo Ferreira

contato: filme.unesomosnos@gmail.com

Algumas fotos que fazem parte do documentário:



O documentário faz uma rebuscagem no Fora Collor de 1992 para identificar aspectos relevantes em cada conjuntura.













Globo e UNE: tudo a ver! Parceria entre a UNE e a maior inimiga dos movimentos sociais.

Protesto em frente ao Banco Central, pedindo a cabeça de Henrique Meireles, presidente da Instituição. O quê os arquivos da ditadura têm com isso?

quinta-feira, junho 28, 2007

Festa das Rádios Livres está chegando !!!


Da união entre RADIOLA FM, RALACOCO FM, ANTRO e CASO surge o primeiro grande evento que acontece sábado, dia 30 de junho, às 22h, no Centro Comunitário da UnB. Com a mistura de ritmos da banda Rupestre, o reggae raíz da banda Semente Prometida e o poeta do rap, GOG, que acaba de gravar o seu primeiro dvd, a festa oferece ainda espaço alternativo com diversos estilos musicais.

A RADIOLA FM, RALACOCO FM, ANTRO e CASO uniram-se por ideais em comum como a luta pela liberdade de expressão, diversidade cultural e movimentos sociais. Mais do que oferecer diversão, o evento visa também o conteúdo.

Palco principal:

GOG

Semente Prometida

Rupestre

Espaço alternativo:

Dj's das rádios
Dj´s percussion brother´s(reggae, ragga, dub e hip hop)
Dj Rud (funk, soul, samba rock)
Dj Faiscada(forró)

Banda Orquestra Malavida


Sábado, dia 30 de junho

A partir das 22h

Centro Comunitário da UnB

R$ 5,00 até 00h

R$ 7,00 após 00h

domingo, junho 24, 2007

O que achei da plenária nacional na reitoria ocupada da USP.
Bom, primeiro quero expressar minha admiração e apoio aos estudantes que estão tocando a luta contra os decretos autoritários do PSDB SERRA. Não resta dúvida que se trata de um movimento de vanguarda, que há décadas o Brasil não via, e que entra para a história como a maior ocupação ao símbolo máximo do poder daquela instituição.
Os grupos de discussão realizados durante toda a tarde do dia 16 sábado, em frente e dentro da reitoria, foram muito produtivos, com muitos debates inteligentes e extremamente conscientes e críticos.

A plenária final durante toda a noite, foi marcada pela posição do PSTU-PSOL – FOE-UNE, e minha grande crítica a este encontro se dá justamente aí, no aparelhamento político que a meu ver limitou o encontro nacional.
Acho que para progredir realmente na organização nacional das lutas, faltou a discussão concreta dos problemas e desafios na luta contra a reforma universitária, que acabou sendo preenchida pelas eleições e debates do tipo, a CONLUTE participará ou não guiando o movimento, ou a UNE-FOE terá uma posição e participação no movimento ou não e vice-versa.
E questões burocráticas do tipo, “faremos um encontro nacional em agosto, mas esse encontro será por delegados ou não” o que a meu ver é pura burocracia, enquanto tínhamos coisas muito mais importantes a tratar, como a Universidade Nova, que em nenhum momento foi discutida e que vai mudar a educação superior brasileira, e inúmeros outros programas da Reforma que estão sendo implementados incessantemente.
A minha crítica vai ao aparelhamento político da ocupação. Nada contra os/as Companheiros/ as, inclusive muitos são grandes amigos e amigas de luta, do PSTU, PSOL, e etc. O que sou contra é usar um momento histórico do movimento estudantil, para se fazer ao mesmo tempo congresso de partido e marcação de posição.
Acho que isso limitou muito, senti a presença de estudantes independentes e entidades de base apartidárias muito fraca em detrimento do grande número de partidários.
Espero não chatear ninguém com essa minha fala, penso que o movimento estudantil tem que ser movimento ESTUDANTIL, apenas isso, estudantes.
Claro que diversos companheiros e companheiras de partidos tem dado contribuição fundamental nas lutas, mas, sabemos que o malefício que muitos partidos trazem ao ME é muito grande e nefasto, um retrato disso, é a UNE, vergonha nacional dos estudantes!
Abraços
Diogo Ramalho
Secretário Nacional de Comunicação - ExNEL
Coordenação Geral – CALET UnB
Movimento Instinto Coletivo
Nem UNE nem CONLUTE / Em rede com os movimentos sociais

quinta-feira, maio 31, 2007

E aí !? No q deu a última okupação de Reitoria na UnB ?

Foto da Ocupação da Reitoria UnB, em Novembro de 2005

A cerca de um ano e meio, mais precisamente nos dias 10 e 11 de Novembro de 2005, dezenas de estudantes da várias forças políticas* da Universidade de Brasília, okuparam o Gabinete do Reitor da UnB. Isso ocorreu um dia antes da cerimônia de posse do novo Reitor Timothy Martin Mulholland.
Essa okupação fez parte das ações da greve estudantil que, nakela época, estava ocorrendo na UnB. Horas depois da okupação começaram as negociações com os representantes da Reitoria. Aproximadamente às 4 horas da madrugada do dia 11 de Novembro (dia em q ia ocorrer a posse do novo Reitor), @s estudantes desokuparam vitoriosamente a Reitoria. Segue, abaixo o Termo de Compromisso q o novo Reitor assinou e muitas coisas aind
a não cumpriu.

Estaria o Reitor Timothy esperando uma nova ocupação de seu gabinete para implementar o termo q ele assinou?

"A nova gestão da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) se compromete a atender às reivindicações abaixo relacionadas:

1) Marcar audiência com o reitor empossado para o dia dezesseis de novembro, às quinze horas, com a presença de comissão com seis discentes;

2) Inserir como ponto de pauta da audiência do dia dezesseis de novembro de 2005 a discussão sobre a pintura original das fachadas dos Centros Acadêmicos e do Diretório Central dos Estudantes, no ICC, que foram apagadas;

3) Disponibilizar cópia do convênio entre Universidade de Brasília e Polícia Militar ao Diretório Central dos Estudantes até a data da audiência (16/11), com possibilidade de abertura de uma ampla discussão sobre o convênio;

4) Realizar um debate público com o novo reitor, representante docente e discente, com a temática das fundações privadas e o Cespe no primeiro semestre letivo de 2006;

5) Construir uma comissão de implementação do Crédito de Extensão formada por DEX, DEG, DCE e Extramuros, com o compromisso de enviar o projeto elaborado por tal comissão ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE – até o final do primeiro semestre letivo de 2006. Este projeto deverá contemplar alguma porcentagem mínima obrigatória no currículo estudantil de créditos para atividades de extensão de ação contínua (preferencialmente 10%);

6) Garantir o aumento da Bolsa Permanência por parte do DAF (com encaminhamento de solução até o dia trinta do corrente mês), bem como garantir a negociação da complementação desta bolsa junto ao MEC, com o acompanhamento de dois representantes discentes, tendo como meta o valor total da bolsa de R$300,00;

7) Garantir o compromisso de que não haverá nenhuma retaliação, por parte da Administração da Universidade de Brasília pelo ato de ocupação do gabinete da sala do reitor realizado no dia dez de novembro pelo movimento estudantil da universidade. Salvo em caso comprovado de furto de documentos oficiais e obras de arte.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) se compromete a:

1) Desocupar imediatamente o gabinete do reitor após a assinatura, em duas vias de igual teor e valor, por parte dos signatários abaixo. O Comando garante também devolver o gabinete nas condições encontradas e respeitar as autoridades constituídas e os conselhos desta universidade.


Brasília, 11 de novembro de 2005.

Signatários relacionados:
Timothy Mulholland – Reitor da UnB
Murilo Camargo – Decano de Pesquisa e Pós-Graduação
Wilton Barroso – Assessor da Reitoria
Wagner Guimarães Guedes – DCE-UnB
Talita Victor Silva – DCE-UnB."




Dois links importantes:

Relatoria da Reunião pós-okupação definindo como se implementaria cada um dos pontos do Termo de Compromisso

O outro lado da notícia. Matéria da Acessoria de Comunicação Social da UnB, condenando a ocupação


* Algumas das forças políticas q estiveram totalmente ausentes e, até mesmo, contrárias à ocupação foram grupos q compõe a atual gestão do DCE-UnB Paratodos. Agora, eles espalham faixas na universidade colocando a logo do DCE-UnB e promovendo sua gestão como se eles tivessem alguma coisa a ver com essas vitórias como o aumento da bolsa-permanência.

segunda-feira, maio 28, 2007



Entenda a Greve d@s Servidores da UnB
(por Artuzinimbu)


Servidores públicos federais entram de greve à partir de hoje (28 de maio)



Mais uma greve de servidores públicos se deflagra esta semana. O Restaurante da Universidade de Brasília já está com suas portas fechadas. Uma greve implica custos para a sociedade. Esses custos estão relacionados à paralisação de seviços. Mas, muitas vezes, a não realização de uma greve pode implicar custos maiores ainda, como perda de direitos sociais historicamente conquistados e o desmantelamento do burocracia estatal necessária para efetiva aplicação desses direitos sociais. Sempre q se deflagra um movimento de greve, devemos nos perguntar....e aí o que será mais custoso !? A greve ou a não greve !?

Em geral o mais grave custo está num fator que independe da opção por um dos caminhos acima. Esse "terceiro fator" de custo é o da desmobilização e da indiferença de vários setores sobre as reivindicações que entram em jogo nesses movimentos de greve. Sobre a desmobilização, muitos são os responsáveis por ela. Por um lado, temos o movimento sindical de hoje q já não conta com referências combativas de antes. Muitas figuras da esquerda brasileira se tornaram burocratas, seja dentro da burocracia estatal seja em "grandes aparelhos" como a CUT*. Por outro lado, a desmobilização está associada a diversos outros fatores ideológicos** e práticos***. Com relação à indiferença face às reivindicações em jogo, é importante se dizer respeito à grande desinformação passiva de boa parte da comunidade universitária no espírito "não sei de greve, não quero saber e tenho raiva de quem sabe". Mas a indiferença também tem um outro lado. O lado daqueles q transformam a greve meramente numa disputa entre forças político-partidárias onde os direitos sociais se tornam um mero joguete de construção de um espetáculo de disputa política****.

Por isso, independente de se a favor ou contra a greve, nós, da comunidade universitária (estudantes, servidores e professores) temos a obrigação de burcarmos conhecer, entender, criticar os problemas e reconhecer as virtudes dos movimentos de greve.

No intuito de contribuir para nossa compreensão desse movimento de greve, segue a pauta de greve. Numa oportunidade futuro, pretendo "dissecar" esta pauta que ela fique mais compreensível:


Eixo Geral da Greve d@s Servidores Públic@s Federais

01. CONTRA O PLP 01/2007 - EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

02. NEGOCIAÇÃO COLETIVA NO SERVIÇO PÚBLICO

03. CONTRA A RESTRIÇÃO AO DIREITO DE GREVE

04. Isonomia Salarial e de Benefícios
Piso e teto – começando pelo executivo

05. Contra a restrição ao exercício do Direito de Greve (para incorporação)

06. DPC – Diretrizes de Plano de Carreiras

07. Ascensão Funcional

08. Paridade entre ativos e aposentados e pensionistas

09. Incorporação de Gratificações

10. Contra a PEC 12 (para incorporação)

11. Pela manutenção do veto a EMENDA 3 (para incorporação)

12. Contra o Modelo o de Fundação Estatal/Contra a transformação dos HU´s em Fundação Estatal (para incorporação)

13. Regulamentação da Aposentadoria Especial (para incorporação)

14.Contra qualquer Reforma que retirem direitos (para incorporação)



Eixo Específico d@s Servidores da Universidades

01. APRIMORAMENTO DA CARREIRA
Recursos para Reestruturação da Tabela: Parâmetros da Plenária de dezembro de 2005

Aprimoramento da Carreira

§ Resolução do Vencimento Básico Complementar

§ Evolução da tabela

§ Racionalização

§ Alteração do Anexo IV

02. RECURSOS PARA O PLANO DE SAÚDE SUPLEMENTAR

03. EM DEFESA DOS HU´S: CONTRA O MODELO DE FUNDAÇÃO ESTATAL



* Central Única dos Trabalhadores.
** Por exemplo, a ideologia de que a realização profissional e o alcance de uma relativa condição de bem-estar material está relacionada somente à nosso esforço e competência. Nesse sentido, os grevistas são levianamente encarados como os vagabundos que querem vida fácil.
*** Por exemplo, nossas dificuldades de organização coletiva.
**** Uma pichação das revoltas estudantis de Maio de 68 já nos advertia para passarmos do "espetáculo da contestação à contestação do espetáculo".

*Este texto demonstra uma atenção de um indivíduo e não um consenso do coletivo. Veja mais das propostas do Instinto Coletivo no próprio blog.

sábado, maio 26, 2007


Além do inimigo comum, o Governo Lula com sua idéia de aumentar os números da educação até o fim do seu mandato a todo custo, incentivando a expansão da universidade privada em detrimento do ensino público, gratuíto e de qualidade, temos a imprensa totalmente contra nossa luta.
Até hoje, as grandes mídias ainda se referem às reivindicações dos estudantes da USP como ( decretos que supostamente ferem a autonomia universitária ) e já cheguei a ler que os estudantes só querem tumultuar e que não há motivo real para a ocupação ( palavras do Serra e da Reitora repetidas pela imprensa )
Ontem, quando os estudantes da UFAL ocuparam a reitoria, as primeiras notícias foram de que quase agrediram alguns funcionários e quebraram uma porta agindo violentamente. No jornal do SBT, meia noite com o ridículo conservador estúpido Carlos Nascimento ele disse: Estudantes e Trabalhadores do MST que não tem nada a ver com a Universidade e os estudantes invadiram hoje a reitoria da UFAL. Ele disse com essas palavras, é mole?
E semana passada, fui convidado para participar do programa participação popular, da super pelega “tv pública” – tv câmara, e quando fui assistir ao programa que foi gravado, para minha surpresa total, minha fala de menos de 2 minutos, onde falei da preocupação dos estudantes com essa reforma universitária que só quer gerar números para em 2010 o governo lula anunciar NÚMEROS, cortaram toda a minha fala, e colocaram apenas a pergunta que fiz ao final, perguntando o que o deputado Ciro Gomes achava da reforma universitária. Censuraram a fala de todos os participantes que de alguma forma criticaram o governo.
E o mais surpreendente foi ouvir do Ciro Gomes (porta-voz do governo lula) que a Reforma Universitária não existe, que ela é uma invenção dos estudantes e que o PRO-UNI foi criado para preencher as vagas da inadimplência nos pagamentos ( com essas palavras ). É dessa forma que o governo quer tratar a coisa, fazendo com que Reforma Universitária seja um termo que não deva ser usado na grande mídia, e enquanto isso vai enfiando guéla abaixo de todos nós, o PRO-UNI, a Universidade Aberta com cursos a distância sendo abertos aos milhares pelas universidades públicas, a Universidade Nova, e etc e etc!
A hora é agora, vamos ocupar todas as reitorias deste país, vamos exigir que a REFORMA UNIVERSITÁRIA pare e que os estudantes possam ser autores da Reforma que queremos, da REVOLUÇÃO que queremos.

Ocupemos a Reitoria que há dentro de nós, paremos essa reforma.

"Ou os estudantes se identificam com o destino do seu povo, com ele sofrendo a mesma luta, ou se dissociam do seu povo, e nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo"
( Florestan Fernandes )

Abraços de Luta,
Diogo Raimundo Ramalho
Secretário Nacional de Comunicação - ExNEL
Coordenador Geral - CALET UnB
Movimento Instinto Coletivo - UnB
Comitê de Luta Contra a Reforma Universitária - DF

*Este texto demonstra uma atenção de um indivíduo e não um consenso do coletivo. Veja mais das propostas do Instinto Coletivo no próprio blog.